Oposição Real ou Teatro Político? A “Dança das Cadeiras” que Agita os Bastidores.

Entre trocas de lado e elogios de assessores ao prefeito, o cenário político local levanta uma dúvida incômoda, quem realmente defende o povo de forma independente?

Coluna: Doa a Quem Doer

Nos últimos dias, a política em Correntina parece ter entrado em uma nova fase. O que se vê é um movimento intenso de migração, antigos aliados do ex-prefeito Maguila agora caminham lado a lado com o atual gestor, Mariano Correntina. Mas o que realmente chama a atenção é a linha tênue que separa a situação da até então única oposição na cidade.

A política é, por natureza, a arte da composição, mas em Correntina a velocidade das mudanças tem deixado a população intrigada. Vereadores que antes eram críticos ferrenhos, ex-padres, lideranças comunitárias e até cônjuges de parlamentares têm sido vistos demonstrando apoio à atual gestão.

O episódio mais recente, que tomou conta dos grupos de redes sociais, aconteceu durante um evento na comunidade da Silvânia. Em vídeos que circulam amplamente, o prefeito Mariano Correntina aparece em um bate-papo na Associação da comunidade, focado em “ouvir e planejar”. O que saltou aos olhos, porém, não foi apenas a presença do prefeito, mas a participação ativa de uma assessora direta do único vereador que se declara formalmente de oposição.

No vídeo, a assessora discursa de forma elogiosa, afirmando que a comunidade é “bem atendida” e “bem recebida” pela atual administração. A fala, embora possa ser interpretada como um gesto republicano de quem busca melhorias para o povo independentemente de bandeira, levanta uma pulga atrás da orelha do eleitor, o vereador e sua assessoria estão falando a mesma língua?

Os rumores que ecoam nos bastidores são que o vereador de oposição, por ser um “novato” na política, pode não estar conseguindo alinhar sua equipe. Ter uma assessora estratégica gravando vídeos e tecendo elogios ao seu principal adversário político é, no mínimo, um erro de articulação que enfraquece sua imagem de fiscalizador.

Na percepção de parte da população, seria a oposição apenas “para inglês ver”? Muitos se perguntam se as críticas públicas não passam de um jogo combinado, enquanto nos bastidores os interesses convergem.

Enquanto a “dança das cadeiras” continua, o cidadão de Correntina assiste a tudo com atenção. Se por um lado a união de forças pode significar mais agilidade na entrega de resultados como defende o slogan da gestão por outro, a falta de uma oposição robusta e independente pode comprometer a fiscalização do dinheiro público e o debate democrático.

Se a oposição está se desfazendo por falta de convicção, por estratégia do prefeito ou por pura inabilidade política dos seus remanescentes, o tempo dirá. O certo é que, em Correntina, a política nunca “sexta” tranquila.

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