Empresário consolidado em Coribe, ex-vereador e figura conhecida no meio comunitário e religioso, Dão de Nadino é um nome que há anos circula nos bastidores e no centro do debate político local. Com trajetória construída no empreendedorismo e passagem pelo Legislativo municipal, ele reúne experiência empresarial, atuação pública e forte presença nas discussões sobre desenvolvimento da cidade.

Nesta entrevista ao Portal NoFluxo, Dão fala sobre política, gestão, empreendedorismo, fé, família e os desafios atuais do município. A conversa foi realizada em formato de áudio e vídeo e será disponibilizada também em versão transcrita, permitindo que o público acompanhe cada posicionamento com clareza e transparência.

Ao longo da entrevista, ele aborda desde sua visão sobre os principais problemas enfrentados por Coribe até seus objetivos políticos e o que o motiva a voltar ao centro do debate público.

QUEM É DÃO DE NADINO?

Essa é uma pergunta muito importante. Muitas vezes as pessoas escutam o nome “Dão de Nadino”, mas nem sempre conhecem a história por trás dele. Então é muito bom ter a oportunidade de dizer quem eu sou.

Eu sou uma pessoa simples, nascida aqui em Coribe, na região da Varginha. Minha família sempre foi daqui. Fui agraciado por Deus por nascer em uma família que me deu estrutura, base e valores. Meus pais moravam na zona rural e, ainda criança, viemos morar na cidade. Foi aí que começou minha trajetória.

Tive a oportunidade de estudar, de conviver com a comunidade, de criar laços verdadeiros com o povo de Coribe. Vivi aqui, cresci aqui, construí amizades aqui. Foi dessa convivência que nasceu esse vínculo forte que tenho com a nossa cidade.

Hoje sou pai, tenho uma esposa maravilhosa e um filho que é minha maior motivação. Sou alguém que valoriza o relacionamento com as pessoas, que não foge de problema e que sempre busca apresentar soluções.

Graças a Deus, hoje tenho uma estrutura que me permite também gerar oportunidades para outras pessoas em Coribe. E essa sempre foi a minha visão: manter um bom relacionamento com todos e trabalhar para melhorar cada vez mais a nossa cidade.

ONDE SUA HISTÓRIA COMEÇA DENTRO DE CORIBE? EM QUE MOMENTO QUE VOCÊ FALOU, A PARTIR DE AGORA SOU DÃO DE NADINO?

Essa é uma pergunta muito boa.

Minha história dentro de Coribe começa, de fato, quando eu saí daqui. Eu morei um tempo em Brasília. Assim como muitos coribenses, precisei buscar oportunidade fora, porque aqui sempre houve dificuldades. Muita gente foi para Brasília, para São Paulo, para Goiânia… e eu também fui.

Mas tem uma coisa: você pode até morar em Brasília, mas o coração continua em Coribe. O meu sempre esteve aqui.

Foi nesse período que comecei a me envolver mais diretamente com a política, ajudando candidatos, apoiando projetos, sempre acreditando que era possível escolher alguém que realmente fizesse o melhor pela nossa cidade. E, quando você começa, vai se envolvendo cada vez mais. A vontade de contribuir só cresce.

Meu pai era comerciante em Coribe, uma pessoa muito conhecida, de coração grande, que ajudava muita gente. Ele construiu um nome de respeito. E aqui na cidade existe muito isso: as pessoas carregam o nome do pai, da família. Eu carreguei o dele.

Em Brasília, eu era conhecido como “Dão de Coribe”. Já aqui, o povo começou a me chamar de “Dão de Nadino”, por causa do meu pai. E esse nome ficou. Ele representa não só a mim, mas a história da minha família.

A partir daí começou uma trajetória mais firme na política — uma caminhada construída com envolvimento, relacionamento e compromisso com Coribe.

COMO SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL INFLUENCIOU SUA VISÃO SOBRE A CIDADE?

Minha trajetória profissional influenciou completamente a forma como eu enxergo Coribe.

Eu fui para Brasília ainda muito novo, praticamente menor de idade, em busca de oportunidade. Lá, Deus me abriu portas importantes. Trabalhei, aprendi, cresci. Foi em Brasília que comecei a construir minha base como empresário e empreendedor. Aquela experiência foi fundamental para formar minha visão de trabalho, de responsabilidade e de desenvolvimento.

Mas, mesmo com as oportunidades que surgiam, meu coração sempre esteve em Coribe.

Quando surgiu a primeira chance real de voltar, eu não pensei duas vezes. Decidi retornar. Lembro que muitos questionaram essa decisão. Alguns familiares chegaram a dizer: “Você está ficando doido? Voltar para Coribe? Lá não tem nada para te oferecer.”

Mas eu pensava diferente. Eu acreditava na minha terra. Acreditava que, se Deus estava abrindo uma porta, era aqui que eu precisava estar.

Na época, começamos a trabalhar com o transporte de banana do Projeto Formoso para Brasília, e foi através dessa atividade que consolidamos nosso retorno. Não foi uma decisão fácil, mas foi uma decisão de fé e de visão.

Hoje, muitos daqueles que duvidaram também estão aqui, vivendo em Coribe. Isso mostra que, quando a gente acredita no lugar onde nasceu, as coisas podem acontecer.

Voltar para Coribe não foi um retrocesso — foi um posicionamento. Foi escolher investir onde eu acreditava. E graças a Deus, as portas continuam se abrindo.

NA SUA AVALIAÇÃO, QUAIS TRANSFORMAÇÕES OCORRERAM EM CORIBE AO LONGO DOS ANOS QUE IMPACTAM A PERMANÊNCIA DAS PESSOAS NO MUNICÍPIO?

Coribe sempre foi uma cidade de potencial. Eu sempre acreditei nisso. O que muda, na verdade, é a forma como as pessoas enxergam as oportunidades.

Houve um momento decisivo na minha vida que mostra bem isso. Eu já tinha conquistado algumas coisas: casa, carro, uma certa estabilidade. Meu filho estava terminando os estudos e me perguntou: “Pai, o que eu vou fazer agora?” E aquilo mexeu comigo. Eu não queria que ele precisasse sair de Coribe por falta de oportunidade, como muitos saem.

Foi aí que surgiu a ideia — e eu digo que foi um presente de Deus — de montar um posto de combustível. Para muita gente, parecia impossível. Eu vinha de uma família simples, sem grandes recursos financeiros. Diziam: “Nadino não consegue. Posto de gasolina exige muito dinheiro.”

Mas eu não enxergava como impossibilidade. Eu enxergava como desafio. Eu acreditava que, se Deus colocou aquele projeto no meu coração, era porque havia um propósito.

Tomei uma decisão ousada: vendi o que tinha, investi tudo e enfrentei o desafio. Não foi fácil. Houve comentários, críticas, desconfiança. Mas havia fé, trabalho e visão.

Montamos o primeiro posto de combustível em Coribe com muita dificuldade, mas com determinação. E foi a partir dessa iniciativa que tudo começou a crescer.

Hoje já são cinco postos.

Isso mostra que, quando alguém acredita na própria cidade e decide investir nela, a realidade pode mudar. Coribe tem potencial. O que precisa é de gente que acredite e esteja disposta a enfrentar os desafios.

QUE EXPERIÊNCIAS DA SUA VIDA MAIS MOLDARAM SUA VISÃO SOBRE POLÍTICA E COMUNIDADE?

A política, para mim, sempre foi uma oportunidade de melhorar a sociedade.

Eu já tenho quase 30 anos de envolvimento político, apoiando candidatos, acreditando em projetos e participando ativamente dos debates sobre o futuro de Coribe. Ao longo dessa trajetória, fui amadurecendo minha visão.

Hoje eu entendo que a política é o espaço onde uma pessoa de coração bom pode contribuir de verdade com sua cidade. Quem mora aqui quer ver a cidade crescer. Quer uma educação melhor, uma saúde mais eficiente, mais oportunidades para as famílias. Eu, particularmente, sempre tive uma ligação muito forte com a área da saúde, porque sei o quanto ela impacta diretamente a vida das pessoas.

A política também é um teste de caráter. É a oportunidade que alguém tem de mostrar quem realmente é, através das atitudes, das decisões e do compromisso com a comunidade.

Eu respeito todos os gestores que já passaram por Coribe. Cada um teve sua oportunidade de contribuir, de deixar sua marca e de acrescentar algo ao município. Uns fizeram mais, outros menos, mas todos tiveram sua participação na construção da cidade.

No fim das contas, eu vejo a política como isso: uma chance de servir. Uma oportunidade de fazer algo concreto pelo lugar onde a gente vive e pelas pessoas que a gente conhece pelo nome.

O SENHOR MENCIONOU, NA ÚLTIMA REUNIÃO, A DESTINAÇÃO DE UMA EMENDA. QUAIS TÊM SIDO, AO LONGO DA SUA TRAJETÓRIA, AS SUAS PRINCIPAIS CONTRIBUIÇÕES PARA A COMUNIDADE DE CORIBE?

Sempre tive essa visão de contribuir politicamente com a cidade. Em 2012, tive o desejo de ser candidato a prefeito, mas naquele momento não foi possível. Continuei participando e, no segundo mandato do prefeito Manuel Rocha, criamos um vínculo de parceria e diálogo.

Foi nesse período que surgiu uma oportunidade importante. Eu tinha uma relação próxima com um deputado federal que também é pastor. Em uma conversa, ele me disse algo muito direto: para destinar emendas a Coribe, ele precisava de alguém aqui que fosse seu canal, sua ponte de ligação com o município — alguém comprometido com a cidade.

Naquele momento, eu não tinha o projeto de ser vereador. Mas percebi que, se eu quisesse ajudar de forma concreta, precisava assumir essa responsabilidade. Aceitei o desafio por amor a Coribe.

Fizemos um compromisso público. Estavam presentes lideranças da cidade, e dali saiu a garantia de recursos importantes para a saúde do município. Conseguimos viabilizar cerca de R$ 1,2 milhão em emendas destinadas à saúde de Coribe.

Além disso, por meio da parceria com o deputado estadual Samuel Júnior, também conseguimos recursos para o hospital regional, reforçando ainda mais a estrutura de atendimento.

Sempre deixei claro: saúde é prioridade. Sem saúde, não há dignidade, não há desenvolvimento, não há qualidade de vida. E todas as contribuições que pude articular até hoje tiveram esse foco — fortalecer aquilo que é essencial para as pessoas.

QUAL PARTE DA SUA TRAJETÓRIA VOCÊ ACREDITA QUE NUNCA FOI CONTADA DA FORMA CORRETA E QUAL VOCÊ ACHA QUE DEVERIA SER CONTADA?

Essa é uma pergunta forte — e muito justa.

Ao longo da minha trajetória política, sempre que acreditei em um candidato, eu me entreguei por completo. Não tinha dia, não tinha hora, não tinha feriado. Quando eu acreditava que aquela pessoa era a melhor opção para Coribe, eu fazia tudo o que estava ao meu alcance para ajudar.

Mas tem um lado dessa história que quase nunca é contado.

Durante muitos anos, eu trabalhei nos bastidores. Investi tempo, recursos, energia, articulação. Ajudei campanhas, organizei apoios, mobilizei pessoas. Sempre fiz com convicção, acreditando que estava contribuindo para o melhor da cidade.

Só que o nome que aparecia era o do candidato. Não era o meu.

E eu nunca fiz esperando reconhecimento. Fiz porque acreditava. Fiz porque queria ver Coribe avançar. Mas existe esse lado que pouca gente conhece: o de alguém que esteve presente em várias construções políticas, que contribuiu de forma decisiva, mas que não buscava protagonismo.

Eu sempre joguei pelo projeto, não pelo meu nome.

Talvez essa seja a parte da minha trajetória que nunca foi contada da forma correta. Muitas vezes enxergam apenas o resultado final, mas não veem quem ajudou a construir o caminho.

E eu fiz tudo isso com boa vontade, com lealdade e com amor por Coribe. Porque, no fim das contas, nunca foi sobre Dão de Nadino. Sempre foi sobre a cidade.

MESMO SEM OCUPAR UM CARGO PÚBLICO ATUALMENTE, O SENHOR MANTÉM UMA ATUAÇÃO ATIVA NA CIDADE. EM QUE MOMENTOS SUA VIDA PESSOAL E SUA ATUAÇÃO PÚBLICA MAIS SE CONECTAM? COMO ESSA POSTURA SE TRADUZ NA PRÁTICA PARA A COMUNIDADE?

A política não é só o cargo. O cargo é uma oportunidade formal de servir. Mas servir à cidade não depende apenas de mandato.

Eu já fui vereador e sei da responsabilidade que é estar na gestão pública. Mas, mesmo sem cargo, continuo entendendo que posso contribuir — principalmente como empreendedor.

Quando eu invisto em Coribe, eu não penso só no negócio. Eu penso nas oportunidades que aquele projeto vai gerar. Desde o primeiro posto, que foi implantado numa área ainda pouco explorada da cidade, eu já tinha essa visão: não era só vender combustível, era criar um polo de desenvolvimento.

Depois, ampliamos para o centro da cidade, fortalecendo o comércio e gerando mais empregos. Hoje temos dois postos e, junto com eles, surgiram outros negócios: lanchonete, farmácia, salão, loja. Tudo isso dentro de um mesmo espaço, criando circulação de renda e oportunidade para quem quer empreender.

E eu sempre tive uma preocupação: dar condições para as pessoas começarem. Muitas vezes, quem quer abrir um negócio tem dificuldade nos primeiros meses. Então eu ofereci carência, dei prazo, incentivei. Porque eu acredito que oportunidade muda histórias.

Eu citei o exemplo do meu motorista, mas poderia citar vários colaboradores que cresceram junto comigo. Pessoas que começaram em uma função e hoje estão estruturadas, com dignidade, sustentando suas famílias.

Para mim, é aí que a vida pessoal e a vida pública se encontram: quando eu uso aquilo que Deus me permitiu construir para gerar oportunidade para outras pessoas.

Se eu posso abrir portas, eu abro. Porque alguém abriu para mim um dia.

NA SUA PERCEPÇÃO, COMO O SENHOR ACREDITA QUE É VISTO PELAS PESSOAS FORA DO SEU CÍRCULO MAIS PRÓXIMO? QUAL IMAGEM O SENHOR ACHA QUE CONSTRUIU AO LONGO DA SUA TRAJETÓRIA?

Quando você está frente a frente com alguém, é natural que a pessoa elogie, abrace, fale bem. Na política, isso é ainda mais comum. Muitas vezes dizem que você é isso, que você é aquilo.

Mas minha maior preocupação sempre foi o nome. A reputação. Quem é Dão de Nadino quando eu não estou presente?

Porque o mais importante não é o que falam na sua frente, é o que falam quando você não está.

Eu sempre pensei muito nisso. No valor do nome. No que ele carrega por trás: trajetória, caráter, forma de tratar as pessoas. Seja em Coribe ou fora daqui, onde também tenho empreendimentos.

Vou dar um exemplo simples que me marcou muito. Um motorista meu estava viajando e o caminhão quebrou em outra cidade. Lá, havia uma pessoa que nunca tinha me visto pessoalmente, mas conhecia meu nome. Quando soube que trabalhava comigo, atendeu com respeito, ajudou, liberou o serviço com confiança, dizendo: “Depois o patrão acerta.”

Isso não é sobre dinheiro. É sobre credibilidade.

Para mim, isso é o mais gratificante. Saber que o nome que carrego é associado a seriedade, compromisso e respeito. Porque o nome é o que fica. O cargo passa, o momento passa, mas a reputação permanece.

E eu sempre procurei construir minha trajetória com sinceridade e responsabilidade, para que, onde quer que eu esteja — ou não esteja — o que falem seja coerente com quem eu sou.

QUAL EXPERIÊNCIA PESSOAL DESPERTOU NO SENHOR A CONVICÇÃO DE QUE PRECISAVA ATUAR DIRETAMENTE NA POLÍTICA PARA AJUDAR CORIBE?

A decisão de entrar na política não aconteceu de um dia para o outro. Foi algo que amadureceu ao longo do tempo.

Eu sempre enxerguei a política como uma oportunidade de fazer algo concreto pela cidade. Durante muitos anos estive envolvido nos bastidores, apoiando candidatos, articulando, contribuindo. Mas chegou um momento em que percebi que, se eu queria ajudar de forma mais direta, precisava assumir uma responsabilidade maior.

Quando decidi ser vereador, sentei com minha família — minha esposa e meu filho — e conversei abertamente. Era um desafio. Mas aceitei pelo bem de Coribe.

Muito dessa decisão também vem das experiências que vivi na área da saúde. Já passei por momentos difíceis com meu pai no hospital, naquela situação de urgência, de correr atrás de ambulância, de transferência, de regulação. Graças a Deus conseguimos vencer aquele momento, mas aquilo marca a gente.

Também já vivi situações semelhantes com minha sogra, com minha mãe e com outras pessoas próximas. E muitas vezes, o que faz a diferença é ter um contato, conhecer alguém, saber para quem ligar. Já houve casos em que liguei para lideranças de outras cidades pedindo apoio para conseguir uma UTI, uma vaga, uma transferência.

Isso mexe muito comigo.

Eu sou pastor, e o pastor cuida de pessoas. Ele lida com gente, com dor, com esperança. E eu vejo a política da mesma forma: é cuidar de gente.

Para mim, não existe separação entre fé, vida pessoal e política. Se você ama pessoas, você quer vê-las bem. E foi esse sentimento que consolidou minha decisão de atuar de forma mais direta.

Seja com mandato ou sem mandato, eu continuo sendo a mesma pessoa: alguém disposto a ajudar, dentro do que estiver ao meu alcance.

QUAIS LIDERANÇAS POLÍTICAS OU EXPERIÊNCIAS DE GESTÃO MAIS INFLUENCIARAM SUA FORMA DE PENSAR E FAZER POLÍTICA?

Eu procuro sempre observar pessoas que têm visão de gestão e capacidade de transformar realidades.

Um exemplo é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Ele esteve em Coribe quando ainda era ministro no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e tive a oportunidade de conversar rapidamente com ele. Acompanhei sua trajetória e vejo alguém que veio de uma origem simples, técnica, preparada, e que hoje ocupa um dos cargos mais importantes do país. É uma referência de gestão e visão administrativa.

Outro exemplo é o prefeito Luiz Eduardo. Em uma conversa que tivemos, perguntei como ele alcançou um índice de aprovação tão alto. Ele foi direto: montou uma equipe comprometida, sem distinção de dia ou horário, focada em entregar resultado. Isso mostra que gestão não é só discurso — é equipe, organização e compromisso.

Eu admiro lideranças que conseguem sair de baixo, crescer pelo trabalho e usar o cargo para contribuir de forma concreta. Pessoas que entendem que política é administração séria, é fazer a cidade, o estado ou o país avançar.

São essas referências que ajudam a moldar minha visão: gestão eficiente, equipe forte, responsabilidade e compromisso com resultados.

O SENHOR SE IDENTIFICA COM ALGUM GRUPO POLÍTICO ESPECÍFICO EM CORIBE OU MANTÉM UMA POSTURA DE DIÁLOGO COM TODOS?

Essa é uma pergunta importante, principalmente para quem coloca o nome à disposição como pré-candidato.

Eu já apoiei um grupo político em Coribe, ligado às lideranças de Manuel Rocha, do prefeito Dr. Murilo e do deputado Zé Rocha. Fiz parte desse grupo em momentos específicos, contribuí, participei e ajudei.

Mas, ao mesmo tempo, sempre mantive diálogo com todos os lados.

Eu enxergo a política como uma partida de futebol: durante a campanha, cada um defende seu time, seu projeto, sua proposta. Existe disputa, existe posicionamento. Mas terminou o jogo, continua todo mundo sendo da mesma cidade. Continua sendo amigo, continua convivendo.

Essa é a minha visão.

Eu não carrego rivalidade pessoal. Tenho diálogo com os dois grupos políticos de Coribe. Converso abertamente, sento, escuto. Inclusive, quando manifestei minha intenção de ser pré-candidato, fiz questão de conversar com todos.

Porque acredito em uma política participativa, madura, que some forças em vez de dividir. Coribe é maior que qualquer grupo.

Não se trata de “birra” ou disputa pessoal. Trata-se de projeto para a cidade. E eu quero estar onde for possível construir, dialogar e acrescentar.

Essa sempre foi a minha postura: respeito, conversa e responsabilidade com Coribe acima de qualquer lado político.

NA SUA VISÃO, O QUE PRECISA MUDAR NA POLÍTICA LOCAL PARA QUE CORIBE AVANCE DE FORMA MAIS UNIDA E EFICIENTE?

Por eu ter diálogo com os dois grupos políticos de Coribe, acabei desenvolvendo uma visão diferente sobre o cenário atual.

Eu quero que a cidade cresça. Quero que os filhos de Coribe tenham oportunidade, que quem acredita aqui possa investir, empreender e prosperar. Como empresário, eu tenho essa mentalidade de agregar, somar, expandir. E acredito que a política deveria funcionar da mesma forma.

O que eu enxergo como problema hoje é a dificuldade de diálogo.

Muitas vezes, falta sentar à mesa, conversar, buscar entendimento. Política não pode ser porta fechada. Não pode ser divisão permanente. Se eu estou em uma Câmara com vereadores de posições diferentes, eu preciso chamar todos para conversar. Se preciso de apoio de deputado, governador ou qualquer liderança, eu tenho que dialogar — independentemente de partido.

Quem está na gestão precisa ter maturidade. Precisa entender que governar é construir parcerias.

Se eu quero o melhor para Coribe, eu preciso de vínculo, amizade institucional, articulação. Não existe desenvolvimento isolado. Existe construção coletiva.

Meu posicionamento é claro: diálogo acima de disputa. Maturidade acima de rivalidade. A cidade precisa ser maior do que qualquer grupo.

Essa é a visão que eu defendo para Coribe — uma política mais aberta, mais participativa e mais focada em resultado.

NA SUA VISÃO, QUAIS CARACTERÍSTICAS UM GESTOR PRECISA TER HOJE PARA RECONQUISTAR A CONFIANÇA E O ORGULHO DA POPULAÇÃO?

A política é dinâmica. Cada gestor que passou por Coribe teve sua oportunidade de contribuir, de deixar sua marca. E a cidade continua seguindo.

Mas eu acredito que, neste momento, Coribe precisa de uma liderança que una as pessoas.

Nós amamos essa cidade. Nascemos aqui, crescemos aqui. Muitos tiveram oportunidade de sair, mas escolheram voltar. Isso mostra que existe um sentimento forte de pertencimento. E quando existe amor pela cidade, o que se espera é alguém que cuide dela com responsabilidade e excelência.

Eu sempre comparo com um pai de família. Quando ele administra bem sua casa, quando organiza, quando cuida, todos dentro do lar sentem orgulho e segurança. Com a cidade é igual. Quando há gestão eficiente, quando há cuidado verdadeiro, a população sente confiança.

Uma liderança precisa ter visão, precisa ter compromisso, mas também precisa ter proximidade com as pessoas. Precisa dialogar, ouvir, estar presente.

A gente percebe isso nos momentos públicos. Quando um gestor sobe ao palco em um evento e é bem recebido, isso não acontece por acaso. É resultado de trabalho, de carinho, de atenção com a comunidade.

Então, acredito que Coribe precisa de uma liderança equilibrada: firme nas decisões, aberta ao diálogo e comprometida com resultados. Uma liderança que faça a população sentir orgulho novamente da própria cidade.

ALÉM DA FALTA DE DIÁLOGO, O QUE MAIS INCOMODA O SENHOR NA REALIDADE ATUAL DE CORIBE?

O que mais me incomoda é a mentalidade de exclusão.

Muitas vezes, na política, as pessoas fecham portas por divergência. Se alguém não votou em mim, se pertence a outro grupo, se pode crescer politicamente, então é deixado de lado. Essa lógica, para mim, é um erro.

Se eu estou como gestor, eu não posso governar só para quem votou em mim. Se há nove vereadores na Câmara e um deles é oposição, ainda assim ele representa parte da população. Se um deputado quiser enviar emenda para Coribe, independentemente de partido, ele precisa ser bem-vindo.

A cidade não pode perder oportunidade por causa de vaidade ou disputa.

Eu não tenho dificuldade de sentar com ninguém. Não tenho dificuldade de dialogar com quem pensa diferente. Porque, no final, não é sobre grupo — é sobre Coribe.

Eu costumo dar um exemplo da minha vida empresarial. Tenho um posto em Coribe e tive a oportunidade de ajudar uma família em Vila Nova a reabrir um posto que estava fechado há mais de 11 anos. Eu poderia ter pensado: “É do mesmo segmento que o meu, é concorrência.” Mas não pensei assim. Pensei em parceria, em desenvolvimento, em gerar movimento econômico para a região.

Fui lá e ajudei a reabrir.

Essa é a visão que acredito que precisa existir também na política: acrescentar, não podar. Construir, não excluir.

Na política, ninguém cresce sozinho. A cidade precisa de todos.

O SENHOR JÁ FOI VEREADOR E CANDIDATO A PREFEITO. QUE SITUAÇÃO RECENTE REACENDEU EM VOCÊ O DESEJO DE ASSUMIR NOVAMENTE ESSA RESPONSABILIDADE E DISPUTAR A GESTÃO DO MUNICÍPIO?

Esse desejo nunca saiu do meu coração, mas ele ganhou ainda mais força quando sentei com dois grupos políticos para conversar sobre esse projeto. Para mim, política é oportunidade, mas, acima de tudo, é responsabilidade. Eu só pensaria em assumir esse desafio novamente se tivesse maturidade e conhecimento suficientes para isso — e hoje eu tenho.

Ao longo dos anos, conheci de perto a realidade do nosso município. Andei por todo o território como vereador, ouvi as pessoas, vi as dificuldades de cada comunidade, senti as dores de quem precisa de atenção do poder público. Isso marca a gente. Você começa a entender que não é apenas sobre ocupar um cargo, mas sobre dar continuidade a um trabalho que pode transformar realidades.

Hoje, além dessa experiência, Deus me deu estrutura: conhecimento, relacionamentos, vínculos políticos, amizades construídas em Brasília, em Goiânia e dentro da Bahia. Tenho parceiros, deputados e pessoas que podem contribuir diretamente com o desenvolvimento da nossa cidade. Isso traz maturidade e também aumenta a responsabilidade.

Eu já ajudo sem estar ocupando nenhum cargo. Mas quando penso que, com uma oportunidade maior, eu poderia fazer ainda mais por Coribe, esse desejo cresce. É essa consciência de que hoje estou mais preparado e mais estruturado para contribuir que fortalece minha vontade de assumir novamente essa missão.

NA SUA AVALIAÇÃO, QUAL É HOJE O PRINCIPAL PROBLEMA ENFRENTADO PELO CORIBENSE? SE O SENHOR PUDESSE RESOLVER UMA ÚNICA QUESTÃO ESTRUTURAL DO MUNICÍPIO, QUAL SERIA — AQUELA QUE, SOLUCIONADA, MUDARIA DE FATO A REALIDADE DA CIDADE?

Essa é uma pergunta delicada, porque eu não gosto de desmerecer o trabalho de ninguém. Todos os gestores que passaram contribuíram à sua maneira, e o atual prefeito também tem dado sua parcela de contribuição. Governar nunca é simples. Sempre existem desafios.

Mas é inegável que ainda temos problemas estruturais importantes. A saúde é um deles. É uma área que exige atenção constante, investimento e gestão eficiente. Quando você conversa com as pessoas, principalmente na zona rural, percebe que ainda há muitas demandas, muitas queixas e necessidades que precisam ser enfrentadas com planejamento e continuidade.

Outra questão sensível é a água. Já avançamos muito — tivemos um projeto importante implantado na gestão passada, que melhorou significativamente o abastecimento. Mas a cidade cresce todos os dias. Novas casas são construídas, novas ligações são feitas, e isso pressiona o sistema. A demanda aumenta diariamente, e a estrutura precisa acompanhar esse crescimento. Ainda enfrentamos momentos de dificuldade no abastecimento, e isso impacta diretamente a vida das pessoas.

De forma mais ampla, eu diria que o grande desafio é a gestão no sentido estratégico: ampliar, modernizar e acompanhar o crescimento da cidade. Município não pode parar. Assim como uma empresa precisa se atualizar, investir e expandir, a cidade também precisa evoluir constantemente.

Se eu tivesse que escolher um ponto central, diria que é a capacidade de gestão para fortalecer áreas essenciais como saúde e infraestrutura básica. Porque quando esses pilares funcionam bem, a cidade muda — a qualidade de vida melhora, a população se sente mais segura e o desenvolvimento acontece de forma mais sólida.

O SENHOR CONSTRUIU UMA TRAJETÓRIA EMPRESARIAL SÓLIDA EM CORIBE. NA SUA VISÃO, QUAIS SÃO HOJE OS PRINCIPAIS OBSTÁCULOS PARA QUEM DECIDE EMPREENDER NO MUNICÍPIO?

Empreender em Coribe é um desafio, principalmente no começo. Todo negócio precisa de oportunidade e, muitas vezes, também de apoio. Quando uma empresa pensa em se instalar aqui, ela precisa de incentivo, orientação e, principalmente, segurança para investir. A falta desse suporte inicial pode desanimar muita gente.

Eu sempre digo que o maior obstáculo não é apenas financeiro — é a resistência do início. No começo, o empreendedor não pode pensar só no lucro imediato. Precisa pensar no futuro. Quando abri meu negócio, enfrentei dificuldades. Cheguei a contratar funcionários e perceber que o faturamento ainda não era suficiente para mantê-los. Tive que conversar, reorganizar, contar com a ajuda da minha família — meu filho, minha nora, minha esposa — e assumir diretamente o trabalho até a empresa se estabilizar.

Foi um período de sacrifício, mas também de aprendizado. Quando o negócio cresceu e começou a dar resultado, pude recontratar e ampliar novamente. Isso faz parte do processo.

Muita gente me procura pedindo orientação para investir na cidade. E o que eu digo é: se você acredita em Coribe, invista com visão de longo prazo. Construa relacionamento, conquiste o cliente, ofereça qualidade e tenha constância. O resultado é consequência.

Empreender aqui exige coragem, paciência e planejamento. Mas para quem acredita no potencial da cidade e trabalha com seriedade, o retorno vem.

NA SUA AVALIAÇÃO, O AMBIENTE DE NEGÓCIOS EM CORIBE HOJE FAVORECE OU AINDA DIFICULTA QUEM DESEJA CRESCER E EXPANDIR?

Eu acredito que o ambiente de negócios em Coribe depende muito da postura e da visão de cada empreendedor. A cidade tem potencial, e já vimos vários exemplos de pessoas daqui que acreditaram, investiram e deram certo. A minha própria trajetória é uma prova disso, assim como a de outros comerciantes que vêm crescendo e fortalecendo o comércio local.

Muitas vezes, o que dificulta não é apenas o ambiente, mas o medo de investir ou a falta de confiança no próprio potencial. Há quem tenha estrutura, tenha condições, mas não acredite que pode dar certo aqui. E isso acaba fazendo com que a cidade perca oportunidades.

Eu mesmo continuo investindo. Comecei com o primeiro posto, expandi para outras localidades e agora voltei a investir na unidade inicial, com novos projetos: conveniência, pizzaria, oficinas, lava-jato, agência de veículos. Isso mostra que eu continuo acreditando na cidade e no crescimento dela.

O que percebo é que, quando falta determinado serviço em Coribe, as pessoas precisam buscar em outros municípios. Isso mostra que há espaço para novos negócios. Existe demanda. O que precisa é alguém disposto a enxergar essa oportunidade.

Sempre que posso, incentivo quem me procura: acredite na cidade, pense no longo prazo e tenha perseverança. Coribe cresceu muito nos últimos anos, o comércio evoluiu, surgiram novos empreendedores que hoje são referência. Quando mais pessoas acreditam e investem aqui, toda a cidade se desenvolve.

O SENHOR TAMBÉM É PASTOR E TEM UMA TRAJETÓRIA LIGADA À FÉ. NA SUA AVALIAÇÃO, OS GRUPOS RELIGIOSOS — ESPECIALMENTE OS EVANGÉLICOS — SE SENTEM OUVIDOS E VALORIZADOS NO MUNICÍPIO?

Eu nasci em um lar cristão, sempre fui evangélico e sempre defendi a família como base de tudo. Quando a família é estruturada, os filhos crescem com referência, valores e princípios. Isso impacta diretamente a sociedade.

Dentro do segmento evangélico, nós já enfrentamos desafios, principalmente quando se trata de realizar eventos na cidade. Sempre existiu essa dificuldade de apoio. Muitas vezes, quando os pastores buscavam ajuda para promover um evento, o recurso era pequeno e não permitia fazer algo maior, bem estruturado. E quem organiza sabe: evento não é barato.

Eu sempre enxerguei os eventos — inclusive os tradicionais, como o São João — como momentos de encontro, de fortalecimento de laços. É quando amigos e famílias se reencontram. E o evento evangélico também tem esse papel: reunir pessoas, fortalecer valores, orar pela cidade, interceder pelo município. Ele soma, ele contribui.

Hoje já vemos avanços. Existe diálogo, existe organização por meio de conselho, reuniões entre pastores, planejamento conjunto. Quando surgem parceiros que acreditam e investem nesses eventos, isso fortalece o segmento e, consequentemente, a cidade.

O que os grupos religiosos buscam não é privilégio, mas espaço, respeito e apoio proporcional à contribuição que oferecem. Porque quando a igreja trabalha pela família e pela comunidade, quem ganha é Coribe como um todo.

O SENHOR TEM REFORÇADO MUITO A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA. PENSANDO NO DEBATE PÚBLICO E NA POLÍTICA LOCAL, QUAIS VALORES E PRINCÍPIOS O SENHOR ACREDITA QUE PRECISAM SER MAIS RESPEITADOS E FORTALECIDOS?

Quando eu falo de família, eu falo da base. Tudo começa dentro de casa. Uma família estruturada forma cidadãos mais preparados, mais conscientes e mais responsáveis. Isso reflete diretamente na escola, no trabalho, na convivência social e, claro, na política.

Os valores que precisam ser fortalecidos no debate público são exatamente aqueles que aprendemos dentro de casa: respeito, diálogo, responsabilidade e exemplo. Como pai, eu sento com meu filho, converso, oriento, transmito aquilo que aprendi com meus pais. Foi a estrutura que recebi no meu lar que me deu base para ser quem eu sou hoje.

Na política deveria ser da mesma forma. O debate precisa ter respeito, mesmo quando há divergências. Precisa ter responsabilidade com as palavras e compromisso com as pessoas. Porque, no fim das contas, estamos falando de famílias — da vida real das pessoas.

Coribe é uma cidade onde todos se conhecem. Sabemos quem são as famílias, conhecemos as histórias. Quando vemos alguém perdido, muitas vezes é reflexo de uma base fragilizada. Por isso eu acredito que governar também é cuidar das famílias, criar oportunidades, fortalecer valores e dar suporte para que as pessoas tenham dignidade.

Se tratarmos a cidade como tratamos nossa própria família — com cuidado, diálogo e responsabilidade — o resultado é uma sociedade mais equilibrada e mais forte.

PENSANDO NO CENÁRIO POLÍTICO E NA SUA TRAJETÓRIA DE GESTÃO, QUAIS SÃO SEUS OBJETIVOS NO CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO — E DE QUE FORMA O SENHOR PRETENDE ALCANÇÁ-LOS?

Eu sou uma pessoa muito movida a projeto, planejamento e resultado. Quando decido fazer algo, primeiro organizo a ideia, estruturo o projeto e estabeleço prazo. Dou sempre o exemplo do posto de gasolina: o primeiro levei quase dois anos para concluir. Já o segundo, com mais experiência e maturidade, consegui entregar em três meses. Isso mostra como o conhecimento encurta caminhos e aumenta a eficiência.

No curto prazo, meu objetivo é estruturar bem qualquer projeto que eu venha a assumir — organizar equipe, definir metas claras e começar a entregar resultados rapidamente. Eu não gosto de ficar parado. Gosto de agir e mostrar avanço concreto.

No médio prazo, a meta é consolidar uma gestão eficiente, com planejamento estratégico, ampliando serviços essenciais e fortalecendo áreas prioritárias. É usar a experiência adquirida ao longo dos anos para evitar erros, ganhar tempo e fazer mais com organização.

No longo prazo, penso em deixar um legado de desenvolvimento sustentável para o município. Não algo pontual, mas estruturado — que continue funcionando independentemente de quem esteja à frente.

E uma coisa que eu defendo muito é o trabalho em conjunto. Tenho a ideia de formar uma comissão plural, envolvendo pessoas experientes, inclusive ex-gestores que já contribuíram com a cidade. Não se trata de vaidade política, mas de somar experiências pelo bem do município.

Meu foco é simples: planejamento, união e entrega de resultados. Porque a população não quer discurso — quer solução.

A POLÍTICA NATURALMENTE GERA EXPOSIÇÃO E DESGASTE. O SENHOR ESTÁ DISPOSTO A ASSUMIR ESSA RESPONSABILIDADE E LIDAR COM ESSE CUSTO PESSOAL?

Eu sempre ouvi isso: “Você é empresário, tem posto de gasolina, como vai lidar com a política? As pessoas vão pedir, vão cobrar, vão confundir as coisas.” Mas eu nunca misturei as áreas da minha vida. Sempre deixei muito claro o que é empresarial e o que é público.

Para mim, o desgaste surge quando falta transparência e diálogo. Quando o político se distancia das pessoas e deixa de dar resposta. Eu não tenho dificuldade de estar no meio do povo, de ouvir, de responder — mesmo quando a resposta não é a que a pessoa gostaria de ouvir.

Eu aprendi que é preciso ser realista. Ser sincero. Não criar expectativa que não pode cumprir. A própria Bíblia ensina: “seja o seu sim, sim; e o seu não, não”. Eu carrego isso como princípio de vida. Não preciso inventar promessas para conquistar ninguém. Preciso ser verdadeiro.

Já fui vereador, já vivi a experiência pública, e não vejo o desgaste como algo que me impeça. Quando você age com coerência, transparência e mantém os pés no chão, o respeito prevalece.

Então, sim, estou disposto. Desde que seja para agir com responsabilidade, clareza e fidelidade aos meus princípios.

PARA ENCERRAR, DEIXO ESTE ESPAÇO ABERTO PARA O SENHOR FALAR DIRETAMENTE COM A POPULAÇÃO — ESPECIALMENTE COM QUEM ACOMPANHA PELAS REDES SOCIAIS. QUE MENSAGEM O SENHOR GOSTARIA DE DEIXAR?

Eu sempre tive certa dificuldade com redes sociais. Não sou daquela geração que nasceu já conectada. Muitas vezes é meu filho, minha equipe, que me ajudam nessa parte. Mas eu entendo que hoje as redes são uma ferramenta importante para mostrar quem realmente somos.

O que eu quero dizer para as pessoas é simples: não quero ser mais um. Não quero criar uma imagem que não existe. Não quero vender algo que não sou. Quero que as pessoas conheçam o Dão de verdade — minha história, minha trajetória, meus acertos, meus desafios, o que já fiz pela cidade e o que ainda posso fazer.

A rede social pode aproximar, mas eu acredito muito no olho no olho, na conversa sincera, na transparência. Se alguém quiser saber quem eu sou, que pesquise, que pergunte, que vá atrás da minha história. Eu não tenho nada a esconder. Pelo contrário, tenho orgulho da caminhada que construí.

Fico muito grato a cada pessoa que acompanha, que compartilha, que dialoga, que questiona. Participação é fundamental. E se você acredita que podemos construir algo diferente para nossa cidade — com responsabilidade, fé, trabalho e verdade — caminhe conosco. Conheça o projeto, conheça a história e tire suas próprias conclusões.

Meu convite é esse: vamos construir juntos, com transparência e propósito.


A entrevista com Dão de Nadino reforça um perfil que mistura fé, gestão, empreendedorismo e discurso voltado à responsabilidade pública. Ao longo da conversa, ele destacou princípios como diálogo, transparência e planejamento como bases de sua atuação.

Para quem deseja acompanhar mais de perto suas ideias, posicionamentos e projetos, Dão mantém presença ativa nas redes sociais, onde compartilha sua rotina, opiniões e propostas.

O Portal NoFluxo segue acompanhando os desdobramentos do cenário político local e reforça o convite para que a população participe, questione e se mantenha informada. A democracia se fortalece com diálogo — e informação de qualidade.

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